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Exposição "Sobre o Mar na Montras do Ministério da Educação e Ciência


A 3ª Edição da Exposição “Sobre o Mar”, está patente durante todo o mês de julho, nas montras do Ministério da Educação e Ciência, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa e agrega a participação e contributos da Direção-Geral de Política do Mar, Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I.P., Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, DOCAPESCA – Portos e Lotas, S A, Gabinete de Prevenção e de Investigação de Acidentes Marítimos, e o FOR-MAR, Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar, e, que reflete a multiplicidade de áreas de intervenção e reforça a importância da identidade marítima. As Entidades envolvidas reconhecem a importância e visibilidade deste projeto, na promoção da sensibilização para a temática “Mar” junto do público em geral, mais especificamente dos jovens.

A Direção-Geral de Política do Mar (DGPM) tem por missão desenvolver, avaliar e atualizar a Estratégia Nacional para o Mar (ENM), elaborar e propor a política nacional do mar nas suas diversas vertentes, planear e ordenar o espaço marítimo nos seus diferentes usos e atividades, acompanhar e participar no desenvolvimento da Política Marítima Integrada da União Europeia e promover a cooperação nacional e internacional no âmbito do mar. A DGPM assinala a sua representação na “Exposição sobre o Mar” dando especial enfoque à Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020, apresentando um painel informativo e a publicação da ENM, diverso material cénico relacionado, bem como, o projeto educativo “Quiz4you Mar” e o Passaporte do Mar.

A Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) tem por missão a execução das políticas de preservação e conhecimento dos recursos naturais marinhos, a execução das políticas de pesca, da aquicultura, da indústria transformadora e atividades conexas, do desenvolvimento da segurança e dos serviços marítimos, incluindo o setor marítimo-portuário, bem como, garantir a regulamentação, a inspeção, a fiscalização, a coordenação e o controlo das atividades desenvolvidas no âmbito daquelas políticas.

Nesta 3ª Edição da Exposição sobre o Mar, a DGRM destaca a segurança marítima, a proteção do transporte marítimo, a proteção do meio marinho e as condições de vida a bordo colocando um cartaz alusivo ao “Port State Control”- Controlo de Estado de Porto, procurando desta forma sensibilizar o público em geral, mais propriamente os mais jovens, para as questões da Segurança Marítima. A Exposição contempla, também, desenhos e pinturas realizados por crianças assinalando as comemorações do Dia Mundial do Mar, diverso material cénico relacionado com a Pesca e as suas artes, bem como, a reprodução de dois filmes: “Mar Finito”, sobre as atividades da pesca e o outro sobre as atividades marítimas.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) sendo um laboratório do Estado, tem por missão promover e coordenar a investigação científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e a prestação de serviços no domínio do mar e da atmosfera. Assim, consciente do papel institucional do IPMA, um grupo de investigadores lançou o projeto “IPMA-Escolas: Os porquês do mar e da atmosfera”. Trata-se de um projeto de divulgação da Ciência para os alunos dos diferentes níveis de ensino, por enquanto focado no pré-escolar e no primeiro ciclo do ensino básico. Contando já com a experiência no terreno de alguns dos membros do grupo, o objetivo é o de, descontraidamente, levar a Ciência até aos mais novos, através de divertidas experiências ao vivo, histórias, vídeos, apresentações e textos adequados aos diferentes níveis etários, ou simples conversas. As ações a desenvolver centrar-se-ão na temática do mar e da atmosfera e visam mostrar um pouco da Ciência que se faz no IPMA.

A Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) tem como missão a preparação de uma proposta de extensão da plataforma continental de Portugal, para além das 200 M, para apresentação à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC), bem como o acompanhamento do processo de avaliação de propostas junto desta Comissão. Nesta 3ª Edição da Exposição Sobre o Mar, destacou os Projetos Educativos “Kit do Mar”, “A Ponte entre a Escola e a Ciência Azul”, “Ler+Mar” e o novo Mapa educativo “ Portugal é Mar” , bem como, as componentes científicas, expondo amostras biológicas (projeto M@rBis) e geológicas (recolhidas com o ROV luso) do fundo marinho português, que tanto promovem a sensibilização para a temática “Mar” junto do público em geral, mais especificamente dos mais jovens.

A Docapesca, Portos e Lotas SA, enquanto empresa do Sector Empresarial do Estado, tem por missão atuar nos negócios do Setor da Pesca a saber, a Primeira Venda do Pescado e atividades conexas, nesse sentido, é responsável por criar as condições adequadas para a produção e para a comercialização, explorando novos caminhos e competências que garantam a criação de valor para a empresa, parceiros e sociedade.

Nesta exposição dá destaque a dois projetos: CCL – Comprovativo de Compra em Lota e o Bombordo. O projeto CCL – Comprovativo de Compra em Lota, tem por base uma etiqueta, com as cores da Bandeira Nacional, que permite identificar, junto do consumidor final, a lota onde o pescado foi transacionado e é garantia do cumprimento das normas de higiene e segurança alimentar, identificando ainda a arte de pesca utilizada. É um selo de informação ao consumidor, distinguindo um produto do mar e de confiança.

O projeto Bombordo é um programa televisivo dedicado à economia do mar e aos recursos da pesca, tendo em vista a informação e sensibilização da sociedade sobre o ambiente, sustentabilidade, inovação, qualidade e saúde pública ligados ao mar. A Docapesca é a promotora do programa nesta reedição, realizada por Carlos Vaz e produzida por Mar de Histórias e cofinanciada pelo Programa PROMAR – projeto nº 31-03-04-FEP-31.

O Gabinete de Prevenção e de Investigação de Acidentes Marítimos (GPIAM) foi criado em resposta a uma obrigação mundial, no sentido de contribuir para o aumento da segurança marítima através da redução da ocorrência de acidentes no nosso Mar e com os nossos navios no por todo o Mundo. Utilizando um método universal, recomendado pela Organização Marítima Internacional (IMO), este Gabinete investiga acidentes marítimos no sentido de identificar as respetivas causas, de forma a podermos emitir recomendações de segurança, o que irá reduzir a probabilidade da ocorrência futura.

A participação do GPIAM nesta edição da Exposição “Sobre o Mar” procura alertar os mais jovens e o público em geral para as questões da prevenção e de investigação de acidentes marítimos, dos custos materiais e, especialmente, humanos que os acidentes causam, fazendo referência ao panorama nacional, cerca de 1.69% dos acidentes marítimos, ocorridos em média na União Europeia e espaço EEA (30 países no total) contribuindo, infelizmente, com 8% das vítimas mortais, tendência esta, que terá de ser invertida.

Este ano a Exposição “Sobre o Mar “ contou, também, com a presença do FOR-MAR, Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar, entidade de referência para a formação e certificação profissional na fileira das pescas, aquicultura, construção e reparação naval, indústria transformadora do pescado e atividades marítimas em geral. A participação do FOR-MAR nesta exposição possibilita o acesso à informação sobre os cursos existentes, a formação e as saídas profissionais que tanto suscitam o interesse.

Convidamo-lo a visitar a Exposição “Sobre o Mar”!

Fonte: DGPM

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Sequenciado o genoma do celacanto, peixe que é considerado um fóssil vivo

Foi sequenciado o genoma do celacanto-africano, Latimeria chalumnae, peixe que é considerado um fóssil vivo. Os resultados, que incluem uma potencial explicação para a sua reduzida alteração ao longo dos últimos 300 milhões de anos, foram recentemente publicados na revista 'Nature'.

O celacanto é um peixe que pode atingir 2 metros de comprimento e 90 quilogramas de peso, e que habita as profundezas marinhas. Por viver em águas profundas, os encontros com o Homem têm sido raros. Com efeito, até 1938, quando um indivíduo foi capturado por um pescador, pensou-se que se tinha extinguido há 70 milhões de anos, e nos últimos 75 anos apenas há registo de 309 observações, todas ao largo da costa subsaariana da África (celacanto-africano) e da Indonésia (celacanto-indonésio – Latimeria menadoensis).

Tratam-se de duas espécies muito interessantes do ponto de vista biológico, porque os animais apresentam poucas diferenças relativamente aos exemplares fósseis, razão pela qual lhes foi atribuída a designação de fóssil vivo. Por outro lado, pertencem ao grupo dos Sarcopterígios, peixes que se pensa terem estado na origem evolutiva dos vertebrados terrestres. A descodificação do seu genoma apresentava-se como uma oportunidade única para explorar estas características.

Deste modo, foi constituída uma equipa internacional formada por 91 investigadores e liderada por Chris T. Amemiya (Benarouya Research Institute) e Jessica Alfoldi (Broad Institute of MIT and Harvard), que trabalhou em colaboração para sequenciar o genoma do celacanto-africano.

Tratando-se de um peixe de profundidade, onde a pressão e a temperatura são muito distintas daquelas sentidas à superfície, os celacantos rapidamente morrem quando são pescados, não chegando com vida ao laboratório.

Assim, as amostras de tecidos para a análise laboratorial foram recolhidas in loco por pescadores das ilhas Comoros, a quem foi dada formação e o material necessário para a preservação das amostras até ao seu armazenamento em congelador.

No laboratório, o trabalho de sequenciação levou 6 meses, tendo sido necessários mais 12 meses para analisar os resultados da sequenciação. Estes revelaram que a taxa de alteração dos genes do celacanto é consideravelmente mais lenta do que a de outros animais como mamíferos, lagartos, aves e outros peixes, o que pode estar na origem das poucas diferenças morfológicas dos exemplares vivos em relação aos exemplares fósseis.

"Esta baixa taxa de modificação pode ser uma consequência de viveram a grandes profundidades no oceano, onde a vida é razoavelmente estável, podendo-se levantar a hipótese de que tenha havido poucas razões para modificar-se" explica Kerstin Lindblad-Toh, (Uppsala University), que também esteve evolvida na investigação.

Por outro lado, verificou-se que existe um fragmento no ADN do celacanto-africano que é comum aos vertebrados terrestres mas não aos peixes que não pertencem ao mesmo grupo ancestral dos mamíferos, aves, répteis e anfíbios. Para começar a perceber a sua utilidade, os investigadores inseriram este fragmento no ADN de um embrião de rato, o que revelou que está envolvido na formação dos ossos dos pulsos, calcanhares e dedos das patas anteriores e posteriores. Isto sugere que poderá ter tido um papel central na formação das extremidades que permitiram aos seus antepassados sair da água.

Por fim, o estudo revelou que o celacanto não é o parente vivo mais próximo dos tetrápodes, mas sim os peixes pulmonados (peixes que têm pulmões), que pertencem ao mesmo grupo identificado como antecessor dos mamíferos, aves, répteis e anfíbios.

Fonte: Naturlink

                                                                                                                                                                                                      

"Mar português" vai receber 400 milhões de euros e dar 2.000 milhões

O secretário do Estado do Mar esclareceu hoje que a Estratégia Nacional para o Mar 2013/2020 (ENM13/20) vai contar com 400 milhões de euros dos orçamentos do Estado, prevendo-se um retorno de dois mil milhões, nos próximos sete anos.

Manuel Pinto de Abreu foi ouvido na Comissão Parlamentar da Defesa Nacional, na Assembleia da República, e adiantou também que há 41 programas e 92 projetos previstos para o setor, "um quarto dos quais já em execução", estimando ainda que Portugal está "a caminho dos 100 mil empregos ligados ao Mar".

"Não contando com tudo aquilo que são descobertas (petróleo e outros hidrocarbonetos), há a possibilidade de valorização de mais dois mil milhões de euros para o PIB (Produto Interno Bruto). Os frutos começam a sentir-se num período de 10 anos, portanto, convém começar a pensar numa estratégia até 2050", afirmou o responsável governamental.

Pinto de Abreu esclareceu que, "em termos gerais, estão previstos 400 milhões de euros até 2020, relativamente aos orçamentos do Estado, bem como financiamentos da União Europeia, acrescentando vários milhões de euros, através de concursos".

"Por exemplo, o Fundo Europeu para Assuntos do Mar e das Pescas disponibiliza mais 400 milhões de euros, enquanto outros fundos que estão a ser criados, designadamente a Estratégia da União Europeia para o Atlântico vão ter ainda mais do que os já referidos 800 milhões", continuou.

O titular da pasta dos assuntos marítimos congratulou-se com o princípio recém-consagrado em Bruxelas de atribuição de fundos conforme a extensão das respetivas plataformas continentais de cada estado-membro, adiantando que Portugal goza de grande vantagem, sem esquecer o entusiasmo do Reino Unido para tal desfecho.

"A ENM13/20 tem de dedicar-se à defesa do ativo, dos recursos. Portugal tem muito potencial, mas pouco ativo reconhecido. Os primeiros passos têm de ser a pesquisa, além da recolha de dados, o controlo e a fiscalização", frisou, acrescentando estarem a ser preparados apoios europeus para subsidiar as missões e até para a aquisição de navios e helicópteros.

Os deputados socialistas João Soares, José Lello e Miranda Calha, embora elogiando o documento apresentado pelo secretário de Estado do Mar, à semelhança dos parlamentares da maioria PSD/CDS-PP, pediram ações mais concretas e questionaram o envolvimento de entidades como a Marinha na iniciativa.

"Em vez desta coisa portuguesa de fazer grandes planos porque não acudir a coisas concretas?", perguntou Soares, referindo-se à situação dos Estaleiros Nacionais de Viana do Castelo ou à anunciada falência da empresa de conservas e transformação de peixe Pescanova.

O bloquista Luís Fazenda criticou também a inexistência de "um Ministério do Mar em vez de ser esta pasta perdida num ministério imenso como o da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território".

"Não há incompatibilidades entre a ENM13/20 e o Conceito Estratégico para a Defesa Nacional. Nesta fase de discussão pública têm existido muitos contactos, contribuições e a participação de várias entidades com responsabilidade nestes setores", esclareceu Pinto de Abreu.

O secretário de Estado do Mar confirmou também a José Lello estar prevista a instalação de um sistema de alerta para maremotos, sublinhando as três grandes prioridades para o "crescimento e desenvolvimento azuis - pesquisa, exploração e preservação" -, além de apontar a aquicultura como uma grande atividade de futuro.

Fonte: Dinheiro Vivo

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   

Espécie de ouriço-do-mar pode adaptar-se à acidificação dos oceanos

Strongylocentrotus purpuratus, uma espécie de ouriço-do-mar que ocorre na costa norte-americana do Pacífico, pode adaptar-se à acidificação dos oceanos, sugere uma investigação laboratorial que resultou na publicação de um artigo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O estudo, levado a cabo por uma equipa de investigadores norte-americanos liderada por Melissa Pespeni (Stanford University, Califórnia), envolveu a criação de populações de larvas de Strongylocentrotus purpuratus em recipientes contendo água com dois graus distintos de acidez (normal e aumentada), para perceber se a espécie pode responder a uma alteração nesta característica ambiental.

Os ouriços-do-mar, à semelhança de outros organismos marinhos, dependem da “extração” de cálcio da água para o crescimento do seu esqueleto, uma função que se prevê que seja negativamente afetada pelo aumento da acidez da água marinha (que se traduz na diminuição do seu pH), consequência do aumento da concentração atmosférica de dióxido de carbono.

O Strongylocentrotus purpuratus vive num ambiente muito variável dada a frequente ascensão, a partir do oceano profundo, de águas ricas em CO2 e de pH baixo (um fenómeno denominado upwelling), que aumenta o grau de acidez do meio. Esta variabilidade ambiental levou os autores do estudo a colocar a hipótese da seleção natural promover a manutenção, nas populações desta espécie, de alelos que permitam a sobrevivência em meios de reduzido pH.

Confirmando esta hipótese, verificou-se que as larvas criadas num meio mais ácido não acusaram efeitos negativos ao nível do desenvolvimento do seu esqueleto. A análise do seu genoma revelou, no entanto, diferenças genéticas (na frequência dos alelos) significativas relativamente às larvas criadas em pH menos ácido. Estas alterações genéticas dizem respeito a genes relacionados com o crescimento, metabolismo dos lípidos e movimento de iões através da membrana das células, que permitem às células lidar com o aumento da acidez.

“Os nossos resultados demonstram uma capacidade para a evolução rápida em condições de acidificação do oceano (…) neste ecossistema costeiro com upwelling”, concluem os autores no resumo do artigo. “No entanto, a resposta efetiva a uma forte seleção natural exige um tamanho populacional elevado e pode ser limitada em espécies que sofram o impacto de outros fatores de stress ambiental”.

Fonte: Naturlink

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       

Português participa na descoberta de quatro novas espécies de baleias

Quatro novas espécies de baleias-de-bico foram descobertas nas profundezas do Oceano Atlântico, disse à Lusa um investigador português na área da paleontologia e membro da equipa científica internacional responsável pelos achados dos fósseis.

“Estes novos achados destas espécies de baleias são um avanço para a ciência, porque ajudam a compreender melhor a evolução deste tipo de baleias, que existem atualmente, mas estas são espécies fósseis e, portanto, são antepassados das atuais”, explicou o cientista Octávio Mateus.

Segundo o professor de Paleontologia na Universidade Nova de Lisboa e investigador no Museu da Lourinhã, estas quatro descobertas “de uma só vez” vêm também mostrar “uma diversidade maior” do que aquela que conhecíamos até ao momento. Estas novas espécies de baleias eram semelhantes a golfinhos, pertenciam a um grupo de baleias de pequeno porte (4 a 13 metros) “muito raras e difíceis de localizar” e animais que se alimentavam de lulas gigantes a dois e três mil metros de profundidade, descreveu Octávio Mateus.

Segundo o cientista, o facto destas baleias terem de respirar à superfície, como todos os mamíferos, e depois mergulhar três mil metros para se alimentarem é “absolutamente impressionante”. As descobertas destas quatro novas espécies de baleias de bico foram feitas a partir de uma série de fósseis recolhidos no fundo do oceano em diferentes locais da Galiza e no norte e costa oeste de Portugal. A descoberta esteve a cargo de uma equipa científica internacional composta por cinco especialistas liderados por Ismael Miján, da Sociedade Galega de História Natural de Ferrol (Galiza/Espanha).

“Verificámos pela anatomia que as novas baleias não encaixavam em nada conhecido, e portanto viemos a verificar que são novas espécies, algo que não era de todo conhecido, aumentando a diversidade desta família de baleias para a costa ibérica”, acrescentou o investigador português.

Das quatro novas espécies, o cientista destacou a ‘Globicetus hiberus’, por ser uma baleia com uma estrutura óssea “muito estranha à frente no crânio”, que poderá estar relacionada com um comportamento de agressão entre machos para bater cabeça com cabeça, ou relacionado com a “ecolocalização que é algo que este tipo de baleias usa com frequência”.

Este projeto arrancou em 2006, altura em que um pescador de Cedeira (Corunha/Espanha) encontrou um estranho fóssil que lhe apareceu nas redes da sua embarcação, que se tratava afinal de um crânio de uma baleia por classificar e que teria entre 15 a 20 milhões de anos. A equipa de cientistas contou ainda com o trabalho do italiano Giovanni Bianucci, da Universidade de Pisa, e do belga Olivier Lambert, do Museu Real de Ciências Naturais da Bélgica e do holandês Klaas Post, do Museu de História Natural de Roterdão. Este achado científico já mereceu aplausos da comunidade paleontológica internacional.

Uma parte da coleção dos novos fósseis vão estar em exibição ao público no Museu da natureza de Ferrol, mas Octávio Mateus adiantou que também no Museu da Lourinhã poderão vir a expor-se alguns fósseis descobertos.

Fonte: Portos de Portugal

                                                                                                                                                                                                              

Armas feitas com dentes de tubarão sugerem a perda de duas espécies no Pacífico

Um estudo de armas feitas com dentes de tubarão pertencentes a antigos ilhéus da região centro do Pacífico revelou que estes coexistiram com duas espécies do icónico predador dos mares que não aparecem no registo histórico nem ocorrem aí atualmente, revela um estudo agora publicado na revista PLoS ONE por investigadores americanos.

A investigação foi levada a cabo por Joshua Drew, Christopher Philipp e Mark Westneat, que analisaram 120 lanças, arpões, tacos, punhais e espadas pertencentes a habitantes da segunda metade do séc. XIX das Ilhas Gilbert (República de Kiribati), conservadas em museus de história natural.

A análise revelou que os dentes usados pertencem a oito espécies de tubarão distintas, duas das quais – Carcharhinus sorrah e C. obscurus – nunca foram detetadas nos estudos ictiológicos recentes nem são referidas na literatura antiga, apesar de serem comuns noutras regiões.

Estes resultados sugerem que a comunidade de tubarões nos recifes de coral que rodeiam as ilhas Gilbert já foi mais rica do que é hoje. À semelhança do que aconteceu com outros recifes, estas formações coralinas foram alvo de intensa perturbação ambiental que resultou na redução do número de espécies de tubarão, é revelado no resumo do artigo científico recém-publicado.

Os tubarões são espécies com um importante papel ecológico nos recifes no Pacífico Central e, para além disso, estão muito presentes na cultura dos nativos das ilhas Gilbert, fazendo parte da sua mitologia e dos rituais de iniciação dos jovens do sexo masculino. Deste modo, a sua perda não só afeta o funcionamento dos recifes, como empobrece do ponto de vista cultural as populações humanas nativas da região.

Deste modo, os autores esperam que este estudo, ao permitir reconstituir a fauna de tubarões dos recifes que rodeiam as ilhas Gilbert no seu auge, seja um primeiro passo para a restauração do seu esplendor.

Fonte: Naturlink

                                                                                                                                                                                                              

Muco de peixe poderá ser tecido para criar roupa do futuro

O myxa, uma espécie de peixe do Pacífico e do Atlântico sem maxilar e espinha dorsal, solta uma substância viscosa extremamente concentrada que serve de autodefesa e que poderá ser usada como tecido para fabricar a roupa do futuro, segundo uma equipa de investigadores da Universidade de Guelph, no Canadá.

Também conhecido como peixe-bruxa, este animal liberta o muco nos seus predadores para que desistam do ataque para não morrerem asfixiados. Os myxini nadam em águas muito profundas, com baixa visibilidade, e alimentam-se essencialmente de restos de baleias mortas.

Segundo Tim Winegard, que estuda as fibras encontradas no muco, o peixe-bruxa sobreviveu aos dinossauros e a diversos outros processos de extinção em massa. Há mesmo um fóssil do myxini, completo e com evidências de glândulas produtoras de muco, que foi datado com mais de 300 milhões de anos.

Este peixe possui cerca de 100 glândulas de produção de muco, que libertam uma substância leitosa, viscosa e com fibras. Quando esta se mistura com a água do mar, expande-se, criando grandes quantidades de um muco translúcido, composto por fibras extremamente fortes e elásticas. Essas fibras, quando esticadas na água, tornam-se sedosas.

Os cientistas acreditam que o muco do myxini pode ser transformado em roupas desportivas ou ainda em coletes de proteção contra armas, em alternativa a fibras sintéticas como o nylon, lycra ou spandex, que são produzidas a partir do petróleo.

No entanto, ainda falta saber como aumentar a produção desta substância dos myxini. Os especialistas afirmam que esse processo seria improvável em laboratório, já que o peixe parece não se reproduzir muito bem em condições de cativeiro.

A equipa espera conseguir reproduzir artificialmente as proteínas encontradas no muco – um método semelhante ao usado para produzir a seda de aranha. No entanto, mantém-se complicado. Os investigadores tentam retirar com pinças as fibras de uma membrana muito fina, formada pela proteína extraída do muco do peixe-bruxa. Quando a membrana é destruída, pequenas fibras são formadas.

Se a equipa tiver sucesso na extracção dessa nova fibra, poderemos estar a vestir em breve uma camisola criada com este novo tecido.

Fonte: Ciência Hoje

                                                                                                                                                                                                                

Descobertos na África do Sul os fósseis africanos de pinguins mais antigos

Foi anunciada online na revista Zoological Journal of the Linnean Society a descoberta, na África do Sul, dos fósseis africanos de pinguins mais antigos conhecidos, datando de há 10-12 milhões de anos. Estes fósseis, que antecipam em, pelo menos, 5 milhões de anos a presença deste grupo de aves no continente africano.

São 17 fragmentos de ossos da coluna vertebral, esterno, asas e patas que foram recuperados em 2010 na Cidade do Cabo por uma equipa formada pelos investigadores americanos Daniel Thomas (National Museum of Natural History) e Daniel Ksepka (National Evolutionary Synthesis Center),

Estes fósseis reforçam a teoria de que a diversidade de pinguins em África já foi significativamente maior do que na atualidade, em que o grupo tem apenas uma espécie representante, Spheniscus demersus.

Com efeito, estudos paleontológicos anteriores já tinham identificado quatro espécies distintas que terão habitado as zonas costeiras africanas no princípio do Pliocénico, a que há que somar, no mínimo, quatro novas espécies de acordo com a análise dos fósseis desenterrados há cerca de três anos, que datam do Miocénico.

As novas espécies tinham tamanhos que variavam entre os 0,3 e os 0,9 metros de altura, significativamente acima e abaixo da altura da única espécie africana atual de pinguim, que mede 0,6 metros, e a razão do seu desaparecimento, bem como da extinção das outras espécies mais recentes não é clara.

Uma hipótese plausível, revela a Europa Press, defende que a maior parte dos pinguins africanos se extinguiu quando os níveis do mar desceram. Com efeito, há cerca de 5 milhões de anos, o nível do mar era 90 metros mais alto do que nos dias hoje, sendo a paisagem sul-africana formada por numerosas ilhas cujas praias eram utilizadas como locais de nidificação. No entanto, a descida das águas levou ao aparecimento de pontes entre as ilhas e o continente, dando acesso aos predadores, deixando de existir locais de nidificação seguros.

Seja como for é quase certo que a extinção da maior parte dos pinguins africanos não terá estado relacionada com a colonização humana. “Provavelmente o ser humano não tem a culpa, já que os humanos modernos chegaram à África do Sul quando estes pinguins já tinham desaparecido”, refere Daniel Thomas.

Com efeito, o Spheniscus demersus é a única espécie que nidifica em África que coabita com Homem desde há 400.000 anos. Ao contrário dos seus parentes extintos, esta espécie encontra-se, no entanto, ameaçada pelo Homem, que explora as anchovas e os sardinhas que constituem o seu alimento principal.

Fonte: Naturlink

                                                                                                                                                                                                                 

Livro "Extensão da Plataforma Continental - Um Projeto de Portugal"

Já está disponível para venda o livro da EMEPC relativo ao projeto de extensão da plataforma continental portuguesa.

Pode encomendar o livro "Extensão da Plataforma Continental - Um Projeto de Portugal" através da EUROPRESS utilizando o seguinte endereço: comercial@europress.pt.

                                                                                                                                                                                                                 

Peixes Reproduzidos em Cativeiro Libertados no Meio Natural

Durante o mês de março e abril, o Aquário Vasco da Gama, o Centro de Biociências do ISPA e a Quercus vão proceder à libertação no meio natural de alguns milhares de peixes reproduzidos em cativeiro, ações que ocorrerão em diversos cursos de água do Oeste (Torres Vedras) e Sul do País (Odemira e Silves).

Este projeto, que tem ainda como parceiros a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, e que teve a EDP e a UNICRE como mecenas, está em curso desde 2008 com o objetivo reproduzir e manter populações ex situ de algumas das espécies de peixes de água doce mais ameaçadas no nosso país, como o ruivaco-do-Oeste (Achondrostoma occidentale), a boga-portuguesa (Iberochondrostoma lusitanicum), o escalo-do-Mira (Squalius torgalensis), o escalo-do-Arade (Squalius aradensis) e a boga-do-Sudoeste (Iberochondrostoma almacai).

Os repovoamentos serão efetuados em troços dos rios de origem (dos indivíduos inicialmente capturados para reprodutores) que apresentem características favoráveis à sobrevivência e reprodução dos peixes. Sempre que possível, estes troços encontram-se associados a projetos de recuperação de linhas de água, envolvendo cidadãos e entidades que localmente efetuam uma monitorização mais ou menos formal destas bacias hidrográficas.

O projeto de reprodução em cativeiro está a ser desenvolvido em instalações do ICNF, localizadas em Campelo, concelho de Figueiró dos Vinhos, geridas pela Quercus, e no Aquário Vasco da Gama, em Algés.

Cursos de Água Invadidos e Degradados = Extinção de Espécies!

Os cursos de água nacionais encontram-se sob forte pressão, estando muitos deles sujeitos a uma degradação extrema. Aos efeitos combinados das descargas de poluentes, urbanos e industriais, que contaminam os cursos de água com excesso de nutrientes e alguns químicos tóxicos, juntam-se verões prolongados e com pouca chuva, muitas vezes devastadores para os organismos fluviais. Adicionalmente, a proliferação de espécies invasoras, vegetais e animais, e as más-práticas de intervenção nos habitats ribeirinhos, contribuem também para aumentar os riscos a que se encontram sujeitos, em termos de conservação, as nossas espécies de peixes dulçaquícolas.

As datas previstas para as próximas ações de libertação das diferentes espécies são as seguintes:

2 Abril, 10.30h, localidade de S. Luís, Odemira
Libertação de escalos do Mira e de boga do Sudoeste na ribeira do Torgal (afluente do rio Mira)

6 Abril, 11.30h, localidade de Odelouca, Silves

Libertação de escalos do Arade na ribeira de Alferce (afluente do rio Arade)

9 Abril, 10.00h, Oeiras
Libertação de boga portuguesa na ribeira da Lage

16 Abril, 15.00h, Canal Caveira, Grândola
Libertação de boga-portuguesa na ribeira de Grândola (afluente do rio Sado)

Fonte: Naturlink

                                                                                                                                                                                                                  

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